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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Não somos, estamos!


E aqui estou eu, cerca de 3 meses depois de ter iniciado o programa do VP, ter saído de férias, viajado para o litoral sul de SP e para o Rio de Janeiro, e, o mais importante, 15 kg mais magro!

Embora não tenha emagrecido como queria esta semana (o resultado nunca é tão satisfatório como gostaríamos), devo ser agradecido pois emagreci, não engordei. Imagina quanto representa 1.4 kg a menos no corpo, imagina? É significante, é representativo.


No início das reuniões as orientadoras distribuem estrelinhas adesivas para parabenizar os associados que foram bem, trouxeram um resultado positivo para àquele dia. Pelo menos aqui em São Paulo é assim.
E se engana quem pensa que só ganha as estrelinhas quem emagreceu bem, não. Geralmente, as orientadoras reconhecem nossa força de vontade. Já vi pessoas que chegaram a engordar um pouco receberem as tais estrelinhas, afinal, a pessoa está de parabéns por não ter engordado mais do que isso, pois passou por alguma situação difícil, por não ter emagrecido nem engordado, por ter se esforçado pra não "pisar feio na jaca", por não ter desistido de emagrecer, enfim.


Uma das pautas da reunião dessa semana foi a maneira como nos vemos, a tal da auto imagem.
É de extrema importância começarmos a pensar diferente, não nos vermos como pessoas que simplesmente "são gordas", pois não somos, estamos.
É possível mudar, não nascemos nessa situação. A minha ferramenta para alcançar esta meta é o Vigilantes do Peso, mas as atitudes e a vontade de mudar devem partir da minha pessoa.


Recentemente criei um grupo no whatsapp, com a intenção de ajudarmos uns aos outros em momentos de dificuldade. Uma das pessoas que entrou, Sra. Neura, me preocupou bastante pois veio com uma ideia de regime em um lugar não recomendado para àquilo.
Se regime fosse bom, não haveria gente gorda nessa terra. Nós, que acreditamos na reeducação alimentar, sabemos que o fato de restringir as coisas colabora grandemente para os maus resultados de um programa de emagrecimento.
Então esta pessoa veio com umas de vegetais, cottage e tapioca.
Se a pessoa é assim e fica na dela, ainda vá lá. Cada um sabe e é responsável pelo que é melhor para si, agora, dar pitaco na alimentação dos outros por que comem "coisas que engordam ou que não fazem bem". Não aceito!


Eu simplesmente não funciono sem comer doce de vez em quando, a diferença é a quantidade, tem que saber dosar. E outra, quem acha que fazer vigilantes do peso é só comer folhas e água, está redondamente enganado.
Quem conhece o programa do VP sabe que ele preza pela quantidade, o VP sempre viu a privação como uma coisa ruim à longo prazo.


No começo o resultado da privação é sensacional, claro que vamos emagrecer muito rapidamente, mas do que adianta se, comprovadamente, voltaremos a comer depois duas, três vezes a mais?


Claro que devemos evitar algumas coisas, as coisas que nos são gatilhos alimentares. Eu, por exemplo, evito bolacha recheada. Não comi bolacha recheada desde que voltei ao VP. Ainda tenho medo de cair em tentação, comer o pacote inteiro, ou dois.
Já cheguei a comer vários pacotes de bolacha recheada durante o dia. Outra coisa que evito (pelo menos puro ou misturado com alguma coisa) é leite condensado. Eu abria, comia quase todo com nescau, coco ou queijo ralado e guardava o restante (quando sobrava) no fundo do freezer, para que ninguém da minha família percebesse que eu estava exagerando no doce, comendo pra caramba.
No outro dia, voltava lá e comia o resto. "Desovava" a lata ou a caixinha depois geralmente fora de casa, pois a minha tia tem o costume de dar uma fiscalizada no lixo para separar os recicláveis.
A alegria que me dava quando estava comendo leite condensado não dá pra explicar, assim como a tristeza que vinha logo depois. Talvez Freud deva explicar...
Ainda volto a comer bolacha recheada com uma cabeça magra, assim como também leite condensado. Mas, uma coisa de cada vez, pois, nenhuma das coisas me são essenciais, posso sim viver sem elas.


Ainda sobre a auto imagem, boa parte do que ela representa é criada com a ajuda de pessoas que estão ao nosso redor. É preciso prestar atenção!
Para um bom emagrecimento, devemos ter na nossa mente que podemos, não importando o quão demorado será.
E o processo não terá um fim, nunca!


Esses dias me deparei com uma amiga perguntando quando era que eu ia chegar no meu peso pra gente poder ir comer em um rodízio. As pessoas acham que é assim, mas não é.
Depois de emagrecer, se continuar falando sim para toda e qualquer coisa (como fazia no tempo em que comia sem regra nenhuma), volto a engordar com a velocidade da luz, alcançando um peso que jamais havia alcançado antes. Experiência própria!


Penso que para algumas coisas não dá para abrir exceção. Um alcoólatra pode abrir exceção para dar aquela exagerada um único dia só?
Nós também temos um vício, a comida. E um agravante, ninguém vive sem a comida. Devemos saber viver com ela, comer para viver e não viver para comer.


Talvez o post desta vez esteja um pouco misturado, mas escrevo um pouco rápido agora. Ainda que seja um domingo (quase segunda) de carnaval, vou trabalhar amanhã.
E vamos comemorar, fazendo uma festa cada vez maior, as nossas conquistas.
Eu quero, eu posso, eu vou!




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